segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Grupo separatista ETA anuncia cessar-fogo permanente

O grupo separatista basco ETA anunciou na manhã de hoje (10) um “cessar-fogo permanente, geral e verificável”. O anúncio foi feito por meio de um vídeo enviado ao jornal basco Gara, vinculado ao grupo armado. No vídeo, três homens encapuzados, que dizem representar o grupo “socialista e revolucionário basco”, aparecem sentados em frente a uma bandeira do ETA.

Ao final da mensagem, os três encapuzados erguem os braços, repetindo o slogan do ETA: "Vamos, Pátria Basca e Liberdade”. O governo da Espanha ainda não respondeu oficialmente ao anúncio. Em setembro passado, o governo rejeitou uma proposta de cessar-fogo apresentada pelo grupo.

As negociações entre o governo e o ETA em 2006 foram interrompidas após um ataque a bomba no Aeroporto de Madri. Desde 1968, o ETA vinha promovendo ações violentas na sua campanha pela independência do país basco. Mais de 800 pessoas foram mortas em atentados promovidos pela organização.

O comunicado pede aos governos de Espanha e França que “respeitem a vontade do povo basco” e incita as autoridades espanholas a promover diálogos e um referendo sobre soberania da região basca. No vídeo, um dos integrantes lê a nota, em espanhol, defendendo o "compromisso do ETA com um processo de solução definitivo e o fim do confronto armado."

A nota diz ainda que a organização ouviu vários pedidos de “agentes da sociedade basca e da comunidade internacional para chegar a um diálogo” e decidiu atender a eles “porque é tempo de agir”.

Os supostos membros do ETA defendem que o resultado do referendo sobre a soberania seja “respeitado com reconhecimento político”. O cessar-fogo será “verificável pela comunidade internacional”, segundo o comunicado, mas as bases dessa verificação não foram detalhadas.

Pelo menos 30 pessoas morrem na região de Abyei no Sudão

Milhares de moradores do Sudão do Sul já votaram nos primeiros dos sete dias de consulta popular, que pode culminar na divisão do país em dois. Na área da futura fronteira, pelo menos 30 pessoas morreram na região de Abyei, rica em petróleo, segundo a BBC. Foram três dias de enfrentamentos, entre nômades árabes e integrantes de tribos sulistas. A Organização das Nações Unidas (ONU) também confirmou ter recebido relatos de violência.

Como o Sul tem altos níveis de analfabetismo, as cédulas de votação trazem dois desenhos, para serem assinalados pelo eleitor: uma mão simboliza a independência do sul; duas mãos dadas indicam preferência por manter o Sudão unificado.

As reiteradas declarações do presidente Omar Al Bashir de que irá aceitar e seguir o resultado, seja ele qual for, aumentou a expectativa de que o processo fosse pacífico. Mas caso o Sul efetivamente venha a separa-se, muito vai ter de se negociar antes da decisão ser completamente efetivada.

Um dos pontos mais complicados é a demarcação da fronteira.“Só sabemos o que é o Norte e o que é o Sul de forma geral”, diz Aly Jamal, doutor do Instituto Superior de Relações Internacionais de Moçambique, e especialista em conflitos africanos. “Mas uma diferença de 200, 300 metros pode ser motivo de discussão depois, percebendo que o poço de petróleo ou a mina de tantalita esteja para o outro lado”, explica.

A tantalita é um mineral composto de ferro, manganês, nióbio e tântalo, usado na indústria eletrônica, vidro e aço, cujas maiores jazidas estão nos estados brasileiros de Roraima e Amapá.

Confirmando-se a esperada separação do Sul, a região ficaria com a grande maioria das reservas de petróleo já descobertas no Sudão. Mas as estruturas de escoamento e refino, bem como a saída para o mar, ficam no Norte.

A ideia inicial era realizar, ao mesmo tempo, uma outra consulta popular simultaneamente, exclusiva sobre o futuro da região de Abyei, que fica exatamente na fronteira. Mas ela foi adiada, por causa tensão que a decisão vai causar.

Aly Jamal justifica sua preocupação citando o caso da Eritreia. O país foi o único surgido na África depois da criação da União dos Estados Africanos, em 1963 – que decidiu que, após o processo de independência, os países manteriam suas fronteiras, para evitar choques. “Em 1987, oito anos depois da separação, Eritreia e Etiópia envolveram-se em conflitos violentos por causa de uma porção de cadeia de montanhas, que alguém dizia que era importante sob o ponto de vista estratégico”, lembra. “Imagino o que pode acontecer onde há riquezas minerais comprovadas.”

Outros pontos que não foram esclarecidos antes do referendo é a cidadania dos moradores do Norte que atualmente vivem no Sul (e vice-versa), as regras de negócios entre os dois novos países e a divisão dos atuais ganhos com o petróleo.

Também é incerto o que vai acontecer no campo político no Norte. A única oposição atuante ao governo está no Sul do país. O partido no poder teria quase nenhuma resistência para impôr a lei islâmica, como já adiantou o presidente Omar Al Bashir. O Norte do Sudão tem maioria muçulmana, e o Sul é majoritariamente cristão.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Preços gerais da economia brasileira fecham o ano com alta de 11,30%

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getulio Vargas (FGV), fechou o ano com alta de 11,30%. Em dezembro, a variação foi de 0,38%, menos intensa do que no mês anterior, quando a taxa havia sido de 1,58%.

Os dados foram divulgados hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV. O IGP mede o comportamento de preços em geral da economia. Segundo a FGV, disponibilidade interna é a consideração das variações de preços que afetam diretamente as atividades econômicas no país.

Dos três componentes do IGP-DI, apenas o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que responde por 10%, apresentou aumento na taxa na passagem de um mês para o outro, de 0,37% para 0,67%. Tanto o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que corresponde a 60% da taxa global e passou de 1,98% para 0,21%, quanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30% do IGP-DI e diminuiu de 1% para 0,72%, tiveram altas menos intensas em dezembro.

No caso do IPA, o resultado foi influenciado pela queda em alimentos processados (de 4,67% para –0,47%) e pelo decréscimo em materiais e componentes para a manufatura (de 1,41% para 0,67%); além de bovinos (de 11,05% para -4,08%); soja (de 8,62% para 1,96%) e milho (de 11,73% para 0,90%).

No IPC, houve diminuição nas taxas de quatro das sete classes de despesa que o compõem, sendo a principal observada no grupo alimentação (de 2,27% para 1,43%). Ficaram mais baratos ou subiram com menos intensidade os preços das carnes bovinas (de 10,71% para 2,71%), das frutas (de 3,95% para 2,32%) e do arroz e feijão (de -1,25% para -4,77%).

Também tiveram redução as taxas de vestuário (de 1,01% para 0,80%), habitação (de 0,43% para 0,29%) e transportes (de 0,69% para 0,59%).

Por outro lado, subiram os preços de despesas diversas (de 0,31% para 0,51%), saúde e cuidados pessoais (de 0,39% para 0,53%) e educação, leitura e recreação (de 0,34% para 0,37%).

A alta do INCC em dezembro foi puxada pela elevação do custo da mão de obra (de 0,55% para 1,28%). Já materiais e equipamentos (de 0,15% para 0,05%) e serviços (de 0,38% para 0,24%) tiveram redução.

Às vésperas de consulta popular, Sudão vive momento de expectativa e tranquilidade



O Sudão aguarda com expectativa e tranquilidade o início da consulta popular que pode dividir o território do país. De acordo com o embaixador brasileiro no país, Antonio Carlos do Nascimento Pedro, as ruas da capital Cartum não indicam que uma tão temida revolta popular possa acontecer nos próximos dias.

“As instituições estão funcionando. Não há movimento na rua que denuncie ou prenuncie violência ou instabilidade política”, afirma o diplomata brasileiro. “Não há nada que, concretamente, indique uma situação de insegurança. Há, sim, uma ansiedade natural pelo processo.”

A consulta popular, marcada para 9 de janeiro, é aguardada desde 2005, quando foi assinado o Tratado de Naivasha, que pôs fim à guerra civil que tomava conta do país havia 23 anos e deixou mais de 1,5 milhão de mortos. De um lado estava o Norte, de população muçulmana, onde fica a capital Cartum; do outro, o Sudão do Sul, majoritariamente cristão, liderado a partir da cidade de Juba. Além da religião, o petróleo fazia com que o Sul lutasse pela independência.

Analistas internacionais indicavam que – caso o governo central resistisse à realização do processo ou colocasse em dúvida a implementação dele, no caso de vitória da separação – os conflitos não tardariam a voltar.

A tensão atingiu pontos altos durante as negociações que definiram as regras do recenseamento eleitoral e a tentativa – deixada para mais adiante – de delimitação clara das fronteiras das duas regiões. Houve movimento e instalação de tropas dos dois lados. Mas, de acordo com o embaixador Antonio Pedro, o quadro é outro na capital do país.

“Não vejo nenhuma situação de conturbação social ou qualquer excepcionalidade”, afirma ele. “Vejo, sim, um país caminhando para uma consulta popular ampla e de extrema relevância”, diz o diplomata, que está no Sudão desde julho de 2009.

Dos cerca de 40 milhões de sudaneses, 4 milhões registraram-se para votar. São sulistas que vivem em todo o país e também em algumas cidades do exterior. O processo dura uma semana. Para ser válida, a decisão precisa ser tomada por 60% dos eleitores inscritos.

Terminada a apuração, no dia 15, começa a verificação dos votos em cédulas de papel. Contando com o prazo para recursos e homologação, os resultados oficiais devem ser divulgados apenas em meados do mês que vem. Mas deve ser de conhecimento público, extraoficialmente, bem antes disso.

Apesar da tensão natural, o embaixador brasileiro em Cartum acredita que, caso haja mesmo a separação, os dois lados precisam rapidamente definir bases pacíficas para a convivência. E o mesmo petróleo – que chegou a ser motivo de conflito – será também fator para esse equilíbrio.

“Grande parte das reservas [do petróleo já descoberto] está no território que seria do país do Sul”, lembra Antonio Pedro. “Mas a estrutura de refino e escoamento está instalada no que seria um futuro país do Norte. Poderia ser desenvolvido algo parecido no país do Sul? Sim, mas leva tempo. Até lá, eles precisam achar a melhor forma de conviver.”

O Brasil abriu uma embaixada no Sudão em 2006. Ela apoia o comércio entre os dois países – que é pequeno, mas crescente – bem como projetos de cooperação técnica, além da implementação de ações de empresas brasileiras, especialmente no campo da agricultura.

Cercado em hotel, presidente eleito da Costa do Marfim espera solução pacífica para crise

Cercado em um hotel em Abidjan, capital da Costa do Marfim, o presidente eleito do país, Alassane Ouattara, aguarda uma solução pacífica para deixar o local. O líder da oposição, cuja vitória nas urnas foi confirmada pela Organização das Nações Unidas (ONU), quer assumir o poder, mas o atual presidente, Laurent Gbagbo, recusa-se a deixar o cargo.

Na última terça-feira (4) Gbagbo havia prometido negociar um “fim pacífico” para o impasse político no país. De acordo com autoridades, há um acordo sendo negociado na tentativa de acabar com a crise que começou com as eleições presidenciais, no final de novembro de 2010.

O oposicionista Ouattara foi reconhecido internacionalmente como vencedor do pleito, apesar de Gbagbo, que tentava a reeleição, também ter se declarado vencedor. Com os dois presidentes tendo organizado posses simultâneas, o país entrou em uma espécie de limbo político. O impasse tem provocado confrontos e violência entre militantes dos dois lados e a fuga de cidadãos do país.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) informou que há 22 mil pessoas na Costa do Marfim em busca da Libéria, que faz fronteira com o país. De acordo com a entidade, esse número aumenta.

Paralelamente, líderes políticos africanos pressionam para que Gbagbo deixe o governo. Ontem, o primeiro-ministro do Quênia, Raila Odinga, disse que Gbagbo não tem alternativa senão deixar a Presidência. Ainda não foi descartada a opção de uma intervenção militar no país por parte das nações oeste-africanas.

Morre o pintor moçambicano Malangatana Ngwenya



Morreu ontem (5) o pintor moçambicano Malangatana Ngwenya. Ele tinha 74 anos e estava internado no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, Portugal.

Nomeado “Artista da Paz” pela Unesco, ele ficou famoso no mundo pelos retratos que fez da guerra colonial em seu país. Enormes murais de Malangatana decoram vários prédios em Maputo, como, por exemplo, o hall de entrada do Ministério do Interior e as paredes externas do Museu de História Natural.

Malangatana Valente Ngwenya (“crocodilo”, na língua changana) nasceu em 6 de junho de 1936 em Matalana, periferia de Lourenço Marques (hoje Maputo), capital da então província ultramarina de Moçambique. Foi pastor, agricultor, aprendiz de curandeiro e catador de bolas em um clube de tênis. Foi lá que conheceu o biólogo português Augusto Cabral, que o ajudou nos primeiros passos na arte.

Sua obra é marcada pelas pinceladas fortes, de cores vibrantes, que retrataram os moçambicanos com expressividade e sentimento. Os retratos de rostos sofridos pela opressão colonial e pela guerra de libertação percorreram o mundo. Além de pintar, o artista também fazia esculturas, tapeçarias e usava muitos elementos naturais nas suas obras, como raízes, conchas, sementes e areia.

De tão famoso, Malangatana virou sinônimo de dinheiro em Moçambique. Com uma foto impressa na antiga cédula de 5 mil meticais (a moeda moçambicana), o poeta ficou com o nome atrelado à nota. Era comum moçambicanos pedirem por “um malangatana”, quando se referiam ao valor. Algo parecido com o que o ocorreu no Brasil com a antiga nota de 1.000 cruzeiros, conhecida nas ruas como “um barão” por causa da estampa do Barão do Rio Branco.

“A sua arte era de um impacto tal que as autoridades coloniais viram o seu verdadeiro conteúdo político, emancipatório e reivindicativo” disse à Agência Lusa o porta-voz da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), hoje partido político, Édson Macuácua. “Por isso, foi preso pela Pide [Polícia Internacional e de Defesa do Estado], por pertencer à Quarta Região Militar da Frelimo.”

O pintor passou um ano e meio nas instalações da temida e violenta Pide, que reprimia os movimentos pró-independência nas então-colônias portuguesas, entre 1945 e 1969. Para a Frelimo - partido do presidente Armando Guebuza e pelo qual o próprio Malangatana se elegeu deputado em 1990 – , o artista foi “um obreiro da identidade moçambicana”.

O maior partido de oposição de Moçambique, a Renamo, também lamentou a perda. “Desapareceu um ícone da cultura moçambicana”, disse o porta-voz do partido, Fernando Mazanga, à Lusa. “A expressividade da sua obra é de uma singularidade que nos autoriza a afirmar que se calou o homem, mas a sua arte continuará a falar por muito mais tempo.”

O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, dirigiu uma mensagem à família de Malangatana, na qual expressa “condolências” pela morte. Chama o pintor de “artista de exceção, (...) pelo seu papel cívico na luta pela democracia e pela melhoria das condições de vida do povo moçambicano”, e de “uma figura marcante do encontro de culturas secular entre Portugal e África, que ficará na memória e no coração de todos os que acompanharam o percurso deste amigo de Portugal e dos Portugueses”.

A ministra do Ensino Superior Ciência e Cultura de Cabo Verde, Fernanda Marques, também manifestou pesar, dizendo tratar-se de “uma perda muito grande não só para os moçambicanos, mas também para todos os povos lusófonos”.

O governo de Moçambique vai providenciar o transporte do corpo do pintor para Maputo, capital do país. Além de artista reconhecido mundialmente, Malangatana Ngwenya foi deputado na Assembleia da República, vereador em Maputo, membro do Conselho de Estado e titulado doutor honoris causa por várias universidades.

Novo Congresso assume nos EUA e oposição domina Câmara, dificultando atuação de Obama

Pela primeira vez em quatro anos, os oposicionistas ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assumem o controle da Câmara. No Senado, os democratas mantêm uma maioria apertada. O novo Congresso dos Estados Unidos tomou posse ontem (5), cerca de dois meses depois de Obama sofrer derrota nas urnas, perdendo a maioria na Câmara dos Representantes (que reúne os deputados federais).

Nesta 112ª legislatura em Washington, a presidenta da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, passou o cargo para John Boehner, um republicano do Estado americano de Ohio. A posse dos novos parlamentares sinaliza um período de dificuldades para Obama no Congresso, já que os republicanos saíram fortalecidos das últimas eleições e prometem prejudicar propostas de reforma defendidas pelo presidente.

“Nós não podemos ignorar mais nossos problemas. Os eleitores votaram a favor de mudar as coisas, e hoje nós começamos a obedecer às suas instruções”, disse Boehner, em discurso ao ser empossado no cargo.

Na próxima semana, os republicanos pretendem lançar o que está sendo visto como uma medida simbólica para reverter a reforma do sistema de saúde dos Estados Unidos, considerada uma das principais mudanças implementadas pelo governo Obama desde a posse do presidente, em 2009. Mas a medida, proposta pela oposição, não deve ser aprovada no Senado.

Os líderes republicanos também prometerem reduzir os gastos do governo em até US$ 100 bilhões, modificar as leis tributárias, apertar o cerco contra imigrantes ilegais e investigar atos governamentais. No começo desta semana, Obama afirmou que espera que os republicanos reconheçam as obrigações do governo.

"Estou confiante de que eles vão reconhecer que nosso trabalho é governar e garantir que estamos entregando empregos para o povo americano e que estamos criando uma economia competitiva para o século 21, não apenas para esta geração, mas para a próxima", disse.

Ontem (5), Robert Gibbs, o porta-voz do presidente, anunciou que deve deixar o cargo no próximo mês. Ele deverá assumir as funções de assessor político e se dedicar à campanha de reeleição de Obama, em 2012. A saída de Gibbs se soma à de outros importantes assessores do presidente americano que já deixaram ou devem deixar os cargos nos próximos meses.

Ele já perdeu, entre outros, seu chefe de gabinete, Rahm Emmanuel – que pretende se candidatar a prefeito de Chicago em 2011 -, e Larry Summers, diretor do Conselho Nacional Econômico e um dos principais assessores na área econômica. Nos próximos meses deve deixar o governo também o conselheiro político David Axelrod, que irá se dedicar à campanha de reeleição de Obama.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Começa nesta quarta-feira a etapa presencial da matrícula na rede estadual de ensino

Começa nesta quarta-feira (5) a etapa presencial da matrícula para os alunos do 6º ano do ensino fundamental e 1ª série do ensino médio (e fases correspondentes do EJA, Ensino Normal e Médio integrado à Educação Profissional) na rede estadual de ensino. Os alunos têm até o dia 14 para confirmar a inscrição online e entregar os documentos solicitados nas escolas.


Os candidatos que não confirmarem sua matrícula no período de 05 a 14 de janeiro perderão a vaga e terão que aguardar a divulgação de uma nova etapa. A primeira fase começou em 25 de outubro e seguiu até o dia 02 de dezembro de 2010. As inscrições aconteceram apenas pela internet, no site Matrícula Fácil (www.matriculafacil.rj.gov.br). Os postos do Rio Poupa Tempo também estiveram à disposição dos alunos para a realização da matrícula.


Os alunos da rede estadual de ensino que desejaram permanecer na mesma unidade escolar terão que renovar a matrícula entre os dias 28 de novembro e 30 de dezembro de 2010. A Secretaria de Educação divulgou no site Matrícula Fácil o resultado das matrículas a partir do dia 20 de dezembro. As informações também foram enviadas individualmente por e-mail e SMS.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Encontrado barco pesqueiro moçambicano desaparecido há mais de uma semana

Um barco pesqueiro moçambicano, desaparecido desde 27 de dezembro passado, foi localizado nessa segunda-feira (3) na altura da cidade de Nacala, na costa de Moçambique. A informação foi confirmada pelo vice-ministro da Pesca, Gabriel Muthisse.

Segundo ele, as informações sobre o motivo do desaparecimento ainda são poucas. “As tentativas de contato não têm surtido nenhum efeito”, disse.

Um comunicado da Missão da União Europeia contra a Pirataria no Oceano Índico informa que a embarcação teria sido sequestrada em alto-mar, próximo à costa de Madagascar. A possibilidade não foi afastada pelo vice-ministro. “A nossa precaução em relação à vida dos tripulantes é válida para qualquer dos casos, seja sequestro ou outra situação. Tratando-se de sequestradores, por exemplo, todo o cuidado será pouco, pois são imprevisíveis”, afirmou.

Vinte e quatro tripulantes estão a bordo do pesqueiro Vega 5, sendo 19 moçambicanos. O barco tem 24 metros de comprimento e capacidade para transportar 140 toneladas de carga. Habitualmente fica ancorado no Porto da Beira, na província de Sofala.

Outro pesqueiro, de bandeira malgaxe, foi atacado por piratas nos últimos dias de 2010. Onze tripulantes chegaram domingo (2) ao Porto da Beira - oito homens e três mulheres, sendo um italiano, um das Ilhas Seychelles e os demais de Madagascar.

O barco foi deixado à deriva pelos sequestradores, que chegaram em lanchas e levaram todos os pertences dos marinheiros. Sem combustível, a embarcação chegou à costa depois de içar as velas e ser impulsionado pelo vento.

É a terceira vez em menos de um mês que é registrada tentativa de sequestro na costa moçambicana, que se estende por 3 mil quilômetros. Desde 2007, piratas de origem somali já atacaram mais de 450 navios e fizeram cerca de 2.400 reféns no Oceano Índico, mais ao Norte, na altura do chamado Chifre da África, onde fica a Somália.

Quatro países latino-americanos vão eleger novos presidentes em 2011

A América Latina terá neste ano um período de eleições presidenciais. Em quatro países - Peru, Guatemala, Argentina e Nicarágua - os eleitores irão às urnas para escolher o novo chefe de Estado. No México e na Venezuela, as eleições estão marcadas para 2012. Os primeiros a viver o clima de campanha serão os peruanos, em abril.

No Peru, quatro candidatos têm possibilidade de suceder o atual presidente, Alan Garcia. São eles Luis Castillo e Alejandro Toledo, além de Keiko Fujimori (filha do ex-presidente Alberto Fujimori) e Ollanta Humala.

Na Guatemala, a corrida às urnas será em setembro. Uma das candidas é Sandra Torres, a atual primeira-dama, mulher do presidente Álvaro Colom. Também disputa as eleições o ex-general Otto Pérez Molina.

Os argentinos escolherão o sucessor da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, em outubro. A morte do ex-presidente Néstor Kirchner, no fim do ano passado, deixou um vazio no cenário político local, segundo especialistas. Na lista de candidatos estão Elisa Carrió, Fernando Pino e o vice-presidente Julio Cobos.

Em novembro, será a vez de os eleitores da Nicarágua irem às urnas. O atual presidente, Daniel Ortega, tenta a reeleição, mas na disputa estão também os candidatos Arnoldo Alemán e Fabio Gadea.

No México, ao longo deste ano, serão escolhidos governadores de 11 estados. O governo federal, comandado pelo presidente Felipe Calderón, lançou uma campanha nacional e pede o apoio dos governos estaduais no combate aos grupos organizados que atuam no tráfico humano e de drogas.

Não há registo de vítimas nem danos mais graves após terremoto que atingiu Sul do Chile

O Sul do Chile sofreu anteontem (2) um terremoto de 6,5 graus na escala Richter, segundo o Escritório Nacional de Emergências do Ministério do Interior (Onemi) do país. Porém, a entidade descartou a possibilidade de tsunami. Não há registros de vítimas e danos graves. Os tremores de terra foram registrados por volta das 17h21 nas regiões de Bío Bío, Maule, O'Higgins, La Araucanía e Los Lagos.

Os abalos foram percebidos também em Bariloche e San Martin de los Andes, na Argentina. De acordo com Departamento de Sismologia da Universidade do Chile, a magnitude do terremoto foi de 6,5 graus na escala Richter e com uma referência geográfica de 149 quilômetros a oeste da cidade de Tirúa.

Em áreas próximas ao epicentro dos tremores houve cortes parciais de eletricidade e linhas telefônicas. Às 3h da manhã de ontem (3) houve um terremoto de 3 graus na escala Richter no Norte do país e 4 graus na área central do Chile atingindo também Viña del Mar e Valparaíso.

Segundo o Serviço Sismológico dos Estados Unidos, o terremoto foi centrado em Concepción, no Sul do Chile – nas cidades de Talca, Temuco, Valdivia. Nas regiões de Bariloche e Rio Negro, na Argentina, também foram percebidos os efeitos dos abalos.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Retrospectiva 2010: Os golaços do Brasileirão

Veja a retrospectiva de 2010 dos gols mais lindos, tem cada golaço !!!







Para quem gosta de ver o futebol arte, é muito bom recordar !

Dilma Rousseff assume como Presidenta do Brasil

Sob forte chuva, Dilma Rousseff e Michel Temer foram empossados como presidenta e vice-presidente do Brasil em cerimônia realizada no Congresso Nacional neste sábado (1). A cerimônia, iniciada com um desfile pela Esplanada dos Ministérios foi realizada sob forte chuva no início.


“prometo manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”, Dilma foi empossada, no Congresso Nacional, como a primeira mulher na história do país a ocupar a Presidência da República. Ali ainda fez seu primeiro discurso como presidenta. Na saída do Congresso, passou as tropas em revista, como forma de assumir o comando em chefe das Forças Armadas do Brasil.



De lá, ela seguiu para o Palácio do Planalto para receber a faixa presidencial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e falar no parlatório. Neste momento, a chuva já havia estiado. Logo após receber a faixa presidencial a presidenta Dilma Roussef agradeceu a honra de ter recebido o apoio de Lula e a oportunidade de ter participado do seu governo.

A alegria que sinto pela minha posse se mistura com a emoção da despedida. Mas Lula estará conosco, sei que a distância de um cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade. A tarefa de sucedê-lo é desafiadora. Eu saberei honrar este legado e consolidar e avançar nessa obras de transformação





Dilma também lembrou o ex-vice-presidente José Alencar, que não pôde comparecer à posse. Ele faz tratamento contra um câncer e está hospitalizado em São Paulo, “A força dessa transformação [conduzida por Lula e José Alencar] permitiu que o poco brasileiro tivesse uma nova ousadia: colocar pela primeira vez uma mulher na presidência do Brasil”, afirmou.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quebrou o protocolo na sua despedida do Palácio do Planalto. Depois de descer a rampa com a presidenta da República, Dilma Rousseff, o vice, Michel Temer, e a mulher Mariza Letícia, Lula foi abraçar as pessoas na Praça dos Três Poderes. O presidente também cumprimentou vários dos seus ex-ministros

O ex-presidente ficou vários minutos no meio do povo provocando uma grande agitação na segurança. Em seguida, entrou no carro e se dirigiu para a Base Aérea de Brasília, onde foi recebido por um grupo de pessoas que um aplaudiu e gritou o seu nome.

Lula embarcou para São Paulo onde fez uma visita ao ex-vice-presidente José Alencar, que está internado no Hospital Sírio-Libanês. Após a visita, o ex-presidente seguiu para o seu apartamento, em São Bernado. Já a presidenta foi para a recepção promovida no Palácio, com autoridades internacionais e convidados.